segunda-feira, 18 de outubro de 2010

A INTERATIVIDADE NA EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA

Embora INTERATIVIDADE seja o fenômeno elementar das relações humanas, entre as quais estão as educativas, seus pressupostos não são comumente abordados.
INTERATIVIDADE por si só, nas relações comuns e universais, já é complexa o suficiente para exigir o concurso de fundamentos sociológicos, psicológicos (da educação e social), linguísticos, semióticos, para não falar em fundamentos históricos ou antropológicos. INTERATIVIDADE depende da cultura do grupo.
No caso da Educação à Distância, o problema se agrava, porque o material instrucional é o mesmo que vai ser estudado por muitas pessoas, cada qual limitada, de certo modo, por sua cultura grupal/social. É uma dificuldade a ser enfrentada e, sem dúvida, passível de superação, no caso de se ter o cuidado de estar sempre atento à realidade das diferenças individuais.
Interagir com pessoas que têm diferentes princípios de vida, costumes, habilidades, conhecimentos, precnceitos, limitações, escolaridade e objetivos exige atenção e flexibilidade para localizar e procurar resolver dificuldades, bloqueios, incompreensões, objeções, etc... Não será incomum o surgimento, no processo de troca, de mensagens duplas, paradoxais, falsas, contraditórias ou incompreensíveis.
Como a educação é um processo de comunicação mediatizada, no caso da EAD, o texto, que é uma mensagem, está, automaticamente, sujeito às incidências das dificuldades referidas, exigindo, extamente por isto, maior cuidado na elaboração didática e nos demais passos do processo, a fim de evitar a interferência negativa dos diversos fatores em jogo. A interação, em EAD, não se dá apenas entre o aluno e material instrucional, alunos entre si, alunos e tutor, alunos e instituição de ensino. Dá-se, também, entre os demais elementos que compõem o universo do aluno (história de vida, família, trabalho, classe, outros grupos a que pertença). E é com a conjugação destes fatores que a EAD permitirá a auto-estruturação e a autodireção do aluno --- metas básicas de qualquer curso que se ministre.
Diante da diversidade, é preciso atenção para valorizar as diferenças, estimular idéias, opiniões e atitudes, desenvolver a capacidade de aprender a aprender e de aprender a pensar, assim como levar o aluno a obter o controle consciente do aprendido, retê-lo e saber aplicá-lo noutro contexto. A orientação e a diretividade são fundamentais para que o material instrucional realize o objetivo que deve caracterizá-lo.
Distância não é epenas espaço físico, mas também psicológico, social, lógico, cultural, econômico, filosófico, entre outros. Em função disto, deve-se considerar que: alunos de EAD são adultos com uma história de vida que inclui conhecimentos, experiências e habilidades. Não são indivíduos passivos. Ao contrário, são críticos, exigentes e conscientes de suas metas --- não obstante as exceções. Não aceitam, como receptores apáticos, um conhecimento "pronto e acabado", sem questionar e sem argumentar; trazem sua bagagem pessoal de habilidades e experiências, que se traduzem: nas matrizes de comunicação, produto de sua formação pessoal/familiar, onde a interação se foi marcando, de modo que cada um interpreta, conceitua e assimila o processo relaiconal segundo sua visão pessoal (estereótipos, representações sociais, crenças, hábitos); nas vinculações à comunidade de que faz parte, lembrando que tal comunidade é composta de subgrupos locais e regionais de diversos tipos, como familiar, profissional, religioso, social; o diálogo (INTERATIVIDADE), representado pelas mediações pedagógicas que se estabelecem entre os elementos do processo (alunos e material instrucional, alunos e tutor/instituição, alunos entre si), é uma função crítica na aprendizagem.
O diálogo depende, portanto, de como, quanto, onde, quando, " o aluno tem acesso às informações para construir seu saber "; todo o material educativo tem que ser permeado pela ética; no caso da modalidade de EAD, ela se torna o ponto central, pois é preciso que os alunos se sintam respeitados, atendidos, valorizados, bem recebidos e benquistos, não A interatividade envolve "as mediações que constituem o tratamento dos conteúdos e das formas de expressão e relação comunicativa, que possibilitam a aprendizagem à distância". Nela se destacam os seguintes fenômenos interativos: as áreas de conhecimento e a prática da aprendizagem por parte do aluno; a elaboração didática e gráfica (forma e conteúdo) de programas e materiais dos alunos; os tutores e os alunos e os alunos entre si (círculos de estudo), vinculando ou não por tecnologia diversa (inclusive, interação virtual, via correio eletrônico) a diversos contestos Considerando-se que o processo de Educação à Distância se dá entre humanos, é preciso que todos estejam preparados para administrar conflitos, contradições e dilemas em qualquer fase do processo. Minimizar ou ignorar esta realidade é negar o próprio contexto em que se vive, em qualquer setor: familiar, profissional, educacional, social, etc... Tê-los como dados concretos da realidade humana é já estar no caminho de lidar com eles e de resolvê-los. 

( Extraído do livro EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA, da Professora Claudia Landim )

Educação a distância

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Educação a distância (EaD, também chamada de teleducação), por vezes designada erradamente por ensino à distância, é a modalidade de ensino que permite que o aprendiz não esteja fisicamente presente em um ambiente formal de ensino-aprendizagem, assim como, permite também que faça seu auto estudo em tempo distinto. Diz respeito também à separação temporal ou espacial entre o professor e o aprendiz.
A interligação (conexão) entre professor e aluno se dá por meio de tecnologias, principalmente as telemáticas, como a Internet, em especial as hipermídias, mas também podem ser utilizados o correio, o rádio, a televisão, o vídeo, o CD-ROM, o telefone, o fax, o celular, o iPod, o notebook, entre outras tecnologias semelhantes.
Na expressão ensino a distância a ênfase é dada ao papel do professor (como alguém que ensina a distância). O termo educação é preferido por ser mais abrangente, embora nenhuma das expressões, segundo o professor, seja plenamente completa.

sábado, 16 de outubro de 2010

O que é moodle?

Moodle (Modular Object Oriented Distance LEarning) é um sistema gerenciamento para criação de curso online. Esses sitemas são também chamados de Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA) ou de Learning Management System (LMS).
O moodle é um software livre de apoio à aprendizagem, pode ser instalado em várias plataformas que consigam executar a linguagem php tais como Unix, Linux, Windows. MAC OS. Como base de dados podem ser utilizados MySQL, PostgreSQL, Oracle, Access, Interbase ou ODBC.
Seu desenvolvimento é de forma colaborativa por uma comunidade virtual, a qual reúne programadores, designers, administradores, professores e usuários do mundo inteiro e está disponível em diversos idiomas.
A plataforma vêm sendo utilizada não só como ambiente de suporte à Educação a Distância mas também como apoio a cursos presenciais, formação de grupos de estudo, treinamento de professores.
O moodle vêm sendo usado para apoio de cursos presencias, os professores acabam substituindo em deixar material na xérox da faculdade ou enviar arquivos para uma grande quantidade de emails de seus alunos, ele apenas tem que ter uma disciplina criada no moodle para “pendurar” lá os arquivos de texto que os alunos devem ler para o acompanhamento da matéria. É uma solução fácil, que não exige muitos conhecimentos técnicos do professor e nem mesmo do aluno.
Se o professor quiser, o moodle também envia um email para os alunos avisando que existe material novo no curso. Evita que o professor tenha que digitar muitos emails e também ninguém fica com a caixa cheia de emails e arquivos que o professor envia, o aluno entra no curso para pegar o arquivo se tiver interesse pelo tal e quando tiver um tempo sobrando.
Fonte: moodlelivre.com.br

São 761 mil estudantes, contra 397 mil há dois anos

Imagine uma universidade sem salas de aula, horário de entrada nem conversa no fundão. Professor, só pela tela do computador. E você estuda onde e a hora em que quiser. Interessado? É a graduação a distância, modalidade que cresce em ritmo vertiginoso no país e oferece cerca de 1,5 milhão de vagas em 145 instituições, cerca de 70 das quais públicas.
Apenas entre 2007 e 2008, o número de alunos quase dobrou; saiu de 397 mil para 761 mil - a participação dessa modalidade no ensino superior saltou de 4,2% para 7,5%.
Se entrar é fácil, desistir também: a evasão chega a 70% em alguns casos. Segundo coordenadores de cursos, só vai bem nesse tipo de curso quem é organizado, disciplinado e tem concentração para conseguir estudar em casa ou no trabalho.
Essa é uma das razões para os cursos de graduação a distância atraírem um público mais velho do que o do vestibular de cursos convencionais. Cerca de 68% dos alunos têm a partir de 25 anos, aponta censo de 2008 da Abed (Associação Brasileira de Educação a Distância).
É o caso de Renato Ignácio, 47, de Ribeirão Preto (SP), que voltou a estudar após largar duas faculdades e não queria trocar a convivência familiar pela sala de aula. Ou de Irene Lício, 57, que diz aprender melhor com o estudo individual. Ignácio estuda sistemas de informação na UFSCar (federal de São Carlos); Irene, administração na Anhembi Morumbi.
Os dois dizem se empenhar porque estudar pouco, na educação a distância, é fracasso certo. “Quem pensa que o curso é de final de semana se dá mal. Nosso aluno tem de estudar ao menos 24 horas semanais”, diz Daniel Mill, coordenador de educação a distância da UFSCar - que, no último vestibular, ofereceu 650 vagas em cinco cursos. As inscrições neste ano começam em dezembro.
Para Ignácio e Irene, o ritmo puxado torna o aprendizado do aluno mais consistente. “Você aprende a raciocinar. O conhecimento se solidifica”, diz ele, que estuda de madrugada. “No presencial, divaga-se mais.”
Em 2007, o Enade (exame do Ministério da Educação que avalia universitários) revelou que alunos de cursos a distância se saíram melhor do que os de presenciais em 7 de 13 áreas em que houve a comparação.
Mas não é sempre que educação a distância significa qualidade: em 2008, o MEC mandou desativar 1.337 polos de educação a distância no país - há mais de 5.000. Nesta semana, o ministério abriu processo para descredenciar a Unitins (Fundação Universidade Estadual Tocantins), que recorrerá.
No ensino a distância, as aulas são em vídeo ou com material didático disponibilizado na internet. Dúvidas são tiradas on-line com o professor ou nos polos - espécie de filiais da instituição, onde ocorrem as provas.
(Ricardo Gallo)
Preconceito existe, mas mercado aceita melhor hoje aluno de curso a distância
Na hora de optar por um curso a distância, uma dúvida pode passar pela cabeça dos alunos: será que vou estar em desvantagem no mercado de trabalho?
Segundo uma pesquisa feita pela Abed (Associação Brasileira de Educação a Distância), a resposta é não, mas só entre empresas que já têm uma cultura de educação a distância entre os seus funcionários.
No CensoEAD.br/Abed, ainda inédito, de 32 grandes empresas, como Vale e Petrobras, 24 (75%) responderam que não faz diferença, durante um processo seletivo, que o profissional seja formado por um curso presencial ou a distância.
Para o presidente da Abed, Fredric Michael Litto, apesar de ainda haver preconceito, o cenário tem melhorado principalmente porque a qualidade dos cursos evoluiu.
Na Natura, por exemplo, o ensino a distância é bastante utilizado na capacitação de seus funcionários. Segundo a gerente de educação corporativa, Denise Asnis, não interessa se o curso é presencial ou a distância, desde que seja reconhecido pelo MEC.
Para Constantino Cavalheiro, diretor da Catho Educação Executiva, “o que importa é se a pessoa sabe ou não fazer algo, e não como ela aprendeu”. Mas ele recomenda ter cuidado na hora da escolha. Segundo Cavalheiro, o que faz a diferença é a credibilidade da faculdade.
A professora Simone do Nascimento da Costa, 29, se preocupou em escolher uma instituição que foi recomendada por outros alunos e fez um curso de gerenciamento de recursos humanos na Metodista. Acabou empregada pela própria universidade.
“No começo, eu tinha um certo receio em relação ao mercado de trabalho. A turma inteira tinha. Mas ninguém deixou de conseguir um emprego porque fez curso a distância. Agora, se eu tiver que fazer outra graduação, prefiro que seja a distância”, diz.
(Anna Carolina Cardoso)
(Folha de SP, 11/8)

Avaliação dentro ou fora de um AVA

A avaliação é uma das etapas mais importantes dentro do processo de ensino-aprendizagem, além de ser extremamente necessária para que o professor tenha um retorno do quanto o aluno se desenvolveu dentro dos objetivos estabelecidos anteriormente.

Ao mesmo tempo ela serve também ao professor no sentido de mensurar seu próprio desenvolvimento com determinada turma e disciplina. Segundo Libaneo (1994, p. 195) “A avaliação é uma reflexão sobre o nível de qualidade do trabalho escolar tanto do professor como dos alunos”.

Esse nível de qualidade, de desenvolvimento deve ser transformado quantitativamente em números/notas (1, 2, 3 pontos) ou qualitativamente em adjetivos (fraco, regular, bom, muito bom, ótimo).

Aí residem dois perigos: um, na seleção da técnica avaliativa ou suporte avaliativo adequado, pois professor pode supor estar mensurando uma habilidade e na verdade aplica uma técnica que permite calcular o nível de habilidade do aluno.

Outro perigo está na transformação desse resultado obtido através da técnica aplicada em um número ou adjetivo. É uma linha muito subjetiva a que delimita e classifica um bom ou muito bom, uma nota 3 ou 4.

Sendo assim, uma função importante e ao mesmo tempo delicada, é necessária muita atenção por parte do docente, a fim de que ele não se utilize de uma técnica inadequada a qual pode distorcer a real capacidade do aluno diante dos objetivos pretendidos pelo professor.

Fonte: MOREIRA, Simone P. T; TAVARES, Carina C. Guia de Estudo: Pedagogia Digital. Varginha: GEaD-UNIS/MG, 2006. 79 p.